A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações de um câncer colorretal. Desde o diagnóstico em 2023, a artista vinha realizando tratamentos no Brasil e, mais recentemente, nos Estados Unidos. Ao longo desse período, falou abertamente sobre a doença e o impacto da proximidade da morte em sua vida.
Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta enfrentou uma sepse no início do tratamento que a deixou entre a vida e a morte. Em entrevistas concedidas em 2024, ela revelou como uma conversa com o pai a ajudou a lidar com o medo.
“Se estiver sendo muito pesado para você e se for sua hora, aceite. Se deixa ir”, disse Gil a ela durante um dos momentos mais críticos. A fala foi compartilhada por Preta nos programas Conversa com Bial e Roda Viva, e para ela se tornou um divisor de águas. “Hoje tenho menos medo da morte”, afirmou. “A doença humaniza a morte, te aproxima dela e desconstrói o tabu.”
Preta Gil deixa o filho Francisco Gil e a neta Sol de Maria.
O câncer que matou Preta Gil
Preta tratava um adenocarcinoma no intestino — tipo de tumor que se desenvolve em pólipos e, se não for detectado precocemente, pode se tornar maligno. Em agosto de 2023, a cantora revelou que a doença havia se espalhado para outros pontos do corpo. Desde maio de 2024, ela fazia um tratamento experimental nos Estados Unidos, com previsão inicial de retorno em agosto.
Segundo o INCA, o câncer colorretal é o terceiro tipo que mais mata no Brasil. Estima-se que mais de 40 mil casos surjam por ano no país. A doença costuma atingir pessoas acima dos 45 anos e pode evoluir sem sintomas visíveis por anos.
Principais fatores de risco:
- Alimentação pobre em fibras e rica em gordura
- Obesidade e sedentarismo
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool
- Histórico familiar de câncer
- Doenças inflamatórias intestinais como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn
Sintomas de alerta:
- Alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou constipação)
- Sensação de evacuação incompleta
- Sangue nas fezes ou sangramento retal
- Cólica abdominal frequente
- Fadiga, fraqueza e perda de peso sem causa aparente
Diagnóstico precoce salva vidas
Médicos reforçam a importância da colonoscopia a partir dos 45 anos — ou antes, caso haja histórico familiar. O exame pode detectar pólipos antes que eles se tornem tumores. “A colonoscopia mudou a história do câncer de intestino”, afirma Ricardo Viebig, especialista do Hospital IGESP.
Quando identificado cedo, o câncer colorretal pode ser tratado com cirurgia e, em alguns casos, com quimioterapia ou radioterapia. A abordagem depende da fase da doença no momento do diagnóstico.
Apesar dos avanços, muitos brasileiros ainda evitam os exames preventivos por medo ou desinformação. “É preciso quebrar os tabus e entender que a prevenção pode evitar mortes”, diz a oncologista Renata D’Alpino.
Fontes: G1 e Metrópoles
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