Operação do MP investiga esquema de corrupção e fraudes tributárias envolvendo auditores fiscais em SP

O Ministério Público de São Paulo realizou nesta sexta-feira (13) a Operação Mágicos de Oz, que investiga um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro envolvendo auditores fiscais da Delegacia Regional Tributária (DRT-14), em Osasco. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões temporárias em cidades do estado, com apreensão de dinheiro e equipamentos que devem auxiliar no avanço das investigações. O caso segue em apuração para identificar outros possíveis envolvidos e o prejuízo aos cofres públicos.

Uma operação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) realizada nesta sexta-feira (13) investiga um suposto esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro envolvendo auditores fiscais ligados à Delegacia Regional Tributária (DRT-14), sediada em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.

A ação, denominada “Operação Mágicos de Oz”, cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em diferentes cidades do estado, incluindo São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista. Um auditor fiscal foi preso durante a operação, enquanto outros servidores foram afastados de suas funções por determinação judicial.

Segundo as investigações, o grupo suspeito teria montado uma estrutura para recebimento de propinas por meio de intermediários, conhecidos como “laranjas”. Os valores obtidos de forma ilícita seriam posteriormente movimentados e ocultados para dificultar o rastreamento das transações, caracterizando também práticas de lavagem de dinheiro.

Durante as diligências, agentes apreenderam R$ 172 mil em dinheiro em espécie, além de computadores, celulares, notebooks, pendrives, documentos e outros materiais que devem auxiliar no avanço das investigações.

As apurações apontam ainda que o esquema teria ligação com investigações anteriores, como desdobramentos da chamada Operação Ícaro, que já apurava irregularidades em processos fiscais envolvendo empresas do setor privado.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo informou que colabora com o Ministério Público nas investigações e destacou que procedimentos administrativos contra servidores estão em andamento, podendo resultar em sanções disciplinares caso sejam confirmadas irregularidades.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos cofres públicos.

Fonte: G1


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