Acidente no Elevador da Glória em Lisboa deixa 17 mortos e 21 feridos

Elevador da Glória descarrila em Lisboa, causando 17 mortes e 21 feridos, incluindo turistas estrangeiros. Prefeitura suspende outros elevadores e questionamentos sobre manutenção levantam dúvidas sobre segurança do transporte histórico.
Imagem: Armando Franca/ AP

O acidente com o Elevador da Glória, em Lisboa, deixou pelo menos 17 mortos e 21 feridos confirmados até a manhã desta quinta-feira (28). A tragédia aconteceu na quarta-feira (27), por volta das 18h, quando o ascensor descarrilou após a ruptura de um cabo. O equipamento, um dos mais tradicionais pontos turísticos da capital portuguesa, estava lotado de visitantes no momento do acidente.

De acordo com a Proteção Civil, os feridos foram levados para hospitais de Cascais, Amadora-Sintra, Santa Maria, São José e São Francisco Xavier, em Lisboa. Entre eles, há portugueses, alemães, espanhóis, além de cidadãos da Coreia do Sul, Cabo Verde, Canadá, Itália, França, Suíça e Marrocos. Uma criança também está entre os sobreviventes.

O sindicato SITRA confirmou a morte de André Marques, guarda-freio do elevador, cujo nome foi o primeiro a ser divulgado. Além dele, dois funcionários da Santa Casa da Misericórdia estão entre as vítimas fatais.

Diante da gravidade do caso, a Prefeitura de Lisboa suspendeu a circulação de outros elevadores da cidade, como os da Bica, do Lavra e o funicular da Graça, até a conclusão de vistorias técnicas.

A tragédia também levantou questionamentos sobre a manutenção do Elevador da Glória. O contrato de conservação estava sob responsabilidade da empresa MAIN até agosto, quando foi encerrado. O processo de contratação de uma nova empresa foi cancelado no mesmo mês. Apesar disso, a Carris, responsável pela operação, afirma que todos os procedimentos estavam atualizados. Fontes sindicais, no entanto, apontam falhas e fragilidade no serviço de manutenção.

As investigações seguem em andamento para apurar as causas exatas do acidente, já considerado um dos mais graves da história recente do transporte urbano em Lisboa.

Fonte: Público PT


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