Uma nova onda de ataques contra o transporte público atingiu, na noite desta quarta-feira (2), diversos municípios da Grande São Paulo, incluindo Osasco, Taboão da Serra, Cotia e Carapicuíba. Desde junho, mais de 400 ocorrências foram registradas no estado. A Polícia Civil investiga as causas dos ataques, que podem estar ligados à instalação de câmeras nos veículos, desafios em redes sociais ou a represálias de facções criminosas.
Em Osasco, quatro ônibus foram vandalizados, três deles na Avenida dos Autonomistas e um na Avenida Getúlio Vargas. Todos estavam em operação e transportavam passageiros, mas não houve feridos. A cidade soma 12 ataques a coletivos em dois meses.
Em Taboão da Serra, seis ônibus foram apedrejados, causando paralisações em linhas e prejudicando centenas de passageiros. Cotia teve 10 casos registrados e Carapicuíba também relatou ataques.
Capital é o epicentro da violência
A cidade de São Paulo lidera as ocorrências com 235 ônibus danificados desde junho. Entre quarta (2) e quinta (3), foram mais 35 casos. Uma passageira ficou ferida na Zona Sul ao ser atingida por estilhaços e sofreu fratura no nariz.
Outros municípios também registraram casos:
- Santo André: 13 ônibus vandalizados
- Santos: 11 ataques
- São Bernardo do Campo: 2 casos
- Mauá: 1 registro
Os ataques ocorrem em série e em curto intervalo de tempo, o que aponta para uma possível coordenação criminosa.
Investigação e reação
A Polícia Civil investiga quatro frentes principais:
- Desafios em redes sociais;
- Retaliação à instalação de câmeras;
- Disputa entre empresas de transporte;
- Ações orquestradas por facções criminosas como o PCC.
Há também suspeitas de envolvimento de grupos ligados a empresas que perderam concessões de linhas. Imagens de câmeras dos ônibus e de sistemas de videomonitoramento municipais estão sendo analisadas.
Cobrança por segurança
O SPUrbanuss e o Sindicato dos Motoristas pediram reforço policial em corredores e terminais. Uma reunião com a Secretaria de Segurança Pública foi solicitada com urgência. Motoristas relatam medo nas jornadas, e muitos usuários sofrem com suspensão de linhas.
Fonte: Giro SA
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