No dia 21 de agosto de 1911, o Museu do Louvre amanheceu com uma ausência notável: a Mona Lisa, obra-prima de Leonardo da Vinci, havia desaparecido. O autor do ousado crime foi Vincenzo Peruggia, patriota italiano e funcionário ocasional do museu.

Aproveitando que o Louvre permanecia fechado às segundas-feiras, Peruggia entrou no local, retirou o quadro da parede, escondeu-o debaixo do casaco e levou-o para seu apartamento, onde a manteve por 28 meses embaixo da cama. Seu argumento? Acreditava que a pintura deveria “voltar” à Itália, já que Leonardo era italiano, embora a obra tivesse sido comprada legitimamente pelo rei Francisco I da França séculos antes.

Em 1913, Peruggia tentou negociar a devolução da obra em Florença, entrando em contato com o antiquário Alfredo Geri. O encontro ocorreu no Hotel Cerratani, hoje conhecido como Hotel La Gioconda. Geri, acompanhado de Giovanni Poggi, diretor da Galeria Uffizi, confirmou a autenticidade da pintura e acionou a polícia. Peruggia foi preso e cumpriu apenas sete meses de prisão.

Antes de retornar ao Louvre, a Mona Lisa foi exposta brevemente em Florença, Roma e na Galeria Uffizi, onde atraiu multidões. Desde então, a pintura saiu poucas vezes de Paris: em 1963, para o Metropolitan Museum, em Nova York, e em 1974, para exposições no Japão e na Rússia.

Atualmente, a Mona Lisa está protegida por um vidro especial na Sala dos Estados, no Louvre, onde recebe milhões de visitantes todos os anos. O roubo, paradoxalmente, ajudou a ampliar ainda mais a fama do sorriso mais enigmático da história da arte.

Entre os suspeitos iniciais do crime chegaram a figurar nomes ilustres como Pablo Picasso e Guillaume Apollinaire, até que as investigações revelaram o verdadeiro culpado: um italiano que, em um ato de falso patriotismo, marcou para sempre a história da arte.
Fonte: BBC News, Brasil Escola e Passeios na Toscana
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