Mercado reduz previsão de crescimento econômico para 2025

O mercado reduziu a previsão do PIB para 2025 de 1,98% para 1,97%. A inflação segue acima da meta, e a Selic pode subir para 15%, impactando crédito, consumo e crescimento econômico.
Imagem: Agência Brasil

A projeção do crescimento da economia brasileira para 2025 sofreu uma leve redução, passando de 1,98% para 1,97%, conforme os dados divulgados nesta segunda-feira (31) no Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que reúne expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

Apesar da queda na projeção para o próximo ano, a estimativa para 2026 foi mantida em 1,6%, enquanto para 2027 e 2028 o mercado espera uma expansão de 2% ao ano. O recuo na previsão reflete as incertezas econômicas e os desafios enfrentados pelo Brasil no cenário interno e externo.

Inflação segue acima da meta

A projeção da inflação para 2025 continua em 5,65%, segundo o Boletim Focus, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite máximo seria de 4,5%, tornando a previsão do mercado preocupante para o controle da inflação no próximo ano.

Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%, e para 2027 e 2028 as expectativas são de 4% e 3,78%, respectivamente. O cenário inflacionário tem sido impactado pelo aumento dos preços de alimentos e energia elétrica, que registraram forte alta nos últimos meses. Em fevereiro, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação do país, ficou em 1,31%, o maior índice para o mês desde 2003.

Taxa de juros pode subir ainda mais

A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,25% ao ano, pode sofrer novos aumentos ao longo de 2025. O Banco Central já indicou que pretende elevar a taxa em menor magnitude na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em maio. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic suba para 15% até o fim do ano.

O aumento dos juros tem como objetivo conter a demanda e controlar a inflação, tornando o crédito mais caro e desestimulando o consumo. No entanto, a alta da Selic também pode impactar o crescimento econômico, dificultando investimentos e reduzindo a geração de empregos.

Para os próximos anos, a previsão do mercado financeiro é de uma redução gradual da Selic, com taxa de 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Câmbio e impactos na economia

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2025 é de R$ 5,92, refletindo um cenário de volatilidade e incertezas no mercado cambial. Para o fim de 2026, o mercado projeta que a moeda norte-americana chegue a R$ 6,00.

O câmbio elevado impacta diretamente a economia, influenciando os preços de produtos importados, como combustíveis e insumos industriais, e pressionando a inflação. Além disso, a valorização do dólar pode gerar desafios para setores que dependem de importação, ao mesmo tempo em que beneficia exportadores brasileiros.

Perspectivas para o futuro

Diante desse cenário, o Banco Central continuará monitorando a evolução dos indicadores econômicos para definir suas próximas ações. A expectativa é de que a política monetária siga restritiva no curto prazo, com medidas voltadas para conter a inflação e garantir a estabilidade econômica.

No entanto, o mercado permanece atento ao impacto dessas decisões no crescimento do país. O desafio será equilibrar a necessidade de frear a alta dos preços sem comprometer ainda mais a recuperação da economia e a geração de empregos.

Fonte: Agência Brasil


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