O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Paróquia São Domingos de Osasco, não foi incluído na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Lula (PT) em 2022. A informação foi divulgada na quarta-feira (19) pelo portal Metrópoles.
José Eduardo estava na lista de indiciados entregue pela Polícia Federal (PF) ao Ministério Público em novembro de 2024, mas a PGR decidiu não denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, o padre comemorou a decisão, publicando a frase em latim “Deo gratias” (graças a Deus).
O caso do Padre José Eduardo
A investigação da PF apontou que o sacerdote teria participado de uma reunião sobre o plano golpista no Palácio do Planalto, em novembro de 2022. No encontro, estavam presentes o ex-assessor presidencial Filipe Martins e o advogado Amauri Feres Saad, ambos indiciados.
Em fevereiro de 2024, o padre foi alvo de mandado de busca e apreensão, sendo apontado como integrante do “núcleo jurídico” que apoiaria a tentativa de golpe. Em novembro do mesmo ano, ele prestou depoimento à PF, negando qualquer envolvimento em planos golpistas.
Quem é o Padre José Eduardo?
Membro do segmento conservador da Igreja Católica, José Eduardo é doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma. Atuante nas redes sociais, ele discute temas como guerra cultural, aborto e a influência da cultura pop sobre crianças e adolescentes. Em 2024, completa 18 anos de sacerdócio.
Apesar do indiciamento, a PGR entendeu que não havia provas suficientes para denunciá-lo formalmente no caso. O padre segue exercendo suas funções na diocese de Osasco.
Fonte: Giro SA
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