Uma denúncia de maus-tratos em uma creche de Osasco (SP) chocou pais e moradores da região. Marina Rodrigues de Lima, de 53 anos, diretora e proprietária da Escola de Educação Infantil Alegria de Saber, foi flagrada em imagens agredindo uma criança de 2 anos durante o horário do lanche. A Polícia Civil investiga o caso, que inclui acusações de lesão corporal, vexame e tortura contra menores.
Imagens revelam violência contra crianças
Um vídeo mostra Marina separando um menino do restante da turma, chacoalhando-o e forçando-o a ingerir uma vitamina. Diante da recusa da criança, a diretora desferiu tapas em seu rosto. Outros registros também mostram agressões a uma menina de 4 anos.
A denúncia foi feita por Ingrid Oliveira, uma funcionária da creche que pediu demissão e decidiu expor os abusos. “A criança não queria tomar o leite, então ela foi lá e começou a forçar. Pegou no queixo, o menino jogava tudo para fora e ela colocava de volta”, relatou Ingrid.
Pais notam mudança no comportamento das crianças
Após a divulgação dos vídeos, diversos pais começaram a ligar o comportamento de seus filhos à possibilidade de maus-tratos. Fernando de Oliveira, pai de uma das crianças, relatou mudanças na rotina do filho. “Ele era brincalhão, mas começou a ficar retraído e chorava por qualquer coisa. No início, achamos que era só uma fase, mas agora percebemos que havia algo muito errado.”
Kauani, mãe de uma menina de 1 ano e 9 meses, também teve sua filha agredida e relatou a sensação de impotência ao descobrir os abusos. “Eu perdi meu chão”, desabafou.
Diretora deixa delegacia sem prestar esclarecimentos
O caso está sendo investigado pelo 8º Distrito Policial de Osasco, que analisa as imagens e colhe depoimentos de testemunhas e funcionários da creche. Apesar de ter comparecido à delegacia com seu advogado, Marina Rodrigues de Lima deixou o local sem prestar esclarecimentos, alegando a presença dos demais envolvidos. Sua defesa nega as agressões, mas afirmou que irá preparar a acusada para depor.
Enquanto isso, a revolta dos pais só aumenta. Na última quinta-feira (6), um grupo de responsáveis se reuniu na porta da creche exigindo explicações. “Uma escola está ali para ensinar e acolher, não para traumatizar as crianças”, afirmou um dos pais.
A Escola de Educação Infantil Alegria de Saber ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha as investigações.
Fonte: Portal Terra e R7
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