São Paulo registra primeiro caso de febre amarela em humanos em 2025 e reforça importância da vacinação

São Paulo confirma o primeiro caso de febre amarela em humanos em 2025. Vacinação foi intensificada após casos em macacos em Ribeirão Preto e Campinas. Vacina é essencial para prevenção.
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de febre amarela em humano este ano. O paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, que havia visitado a cidade de Socorro, na região de Campinas, onde recentemente foi detectado um caso da doença em macacos (é importante ressaltar que o macaco não transmite a doença, sendo vítimas assim como nós).

Em 2024, São Paulo registrou dois casos de febre amarela em humanos, sendo um autóctone e outro importado de Minas Gerais, que resultou em óbito. Além disso, o Instituto Adolfo Lutz confirmou nove casos da doença em macacos em 2025, com sete na região de Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e outro em Socorro. Estes registros intensificaram as ações de vigilância e a campanha de vacinação em áreas de risco.

Vacinação e prevenção

A vacina contra a febre amarela é a principal medida de prevenção e está disponível nos postos de saúde do estado. O imunizante deve ser aplicado pelo menos 10 dias antes de viagens para áreas rurais ou silvestres, onde há maior risco de exposição ao vírus. Desde 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de dose única, eficaz por toda a vida.

“Durante o período de férias, é crucial que os turistas sigam as orientações. Não é apenas tomar a vacina, mas também aguardar pelo menos dez dias antes de visitar áreas de mata”, alerta Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde.

Febre amarela: sintomas e cuidados

A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos silvestres, como os gêneros Haemagogus e Sabethes. Os sintomas iniciais incluem:

  • Febre súbita
  • Calafrios
  • Dor de cabeça intensa
  • Dores nas costas e no corpo
  • Náuseas e vômitos
  • Fadiga e fraqueza

Nos casos graves, pode ocorrer icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele. Em caso de sintomas, é fundamental procurar imediatamente atendimento médico.

O papel dos macacos no monitoramento da doença

Os macacos, frequentemente afetados pela febre amarela, desempenham um papel vital na identificação de áreas de risco. A morte desses animais serve como alerta para a circulação do vírus, permitindo a adoção de medidas preventivas, como a intensificação da vacinação. “Os macacos não transmitem a febre amarela; eles são vítimas, assim como os humanos. É crucial protegê-los e reportar qualquer avistamento de macacos mortos ou agonizando”, explica Regiane.

Recomendações para turistas

Com o aumento de casos de febre amarela em macacos nas regiões de Ribeirão Preto e Campinas, o Governo de São Paulo intensificou ações de vacinação seletiva. Para quem planeja viajar para áreas de mata, é essencial:

  • Vacinar-se com antecedência de 10 dias;
  • Utilizar repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo;
  • Evitar locais com alta densidade de mosquitos ao amanhecer e entardecer.

A Secretaria Estadual de Saúde reforça que a vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde de todo o estado. Vacine-se e proteja-se!


Fonte: Giro SA e Agência Brasil


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