Reforma tributária mantém carnes e queijos na cesta básica; óleo de milho terá alíquota reduzida

A reforma tributária inclui carnes e queijos na cesta básica, retira a isenção do óleo de milho e fixa limite para alíquota do IVA. Ajustes buscam equilíbrio econômico e tributário.
Imagem: Lula Marques/ Agência Brasil

O relatório da reforma tributária, apresentado na segunda-feira (9) à CCJ do Senado, confirmou a inclusão de carnes e queijos na Cesta Básica Nacional de Alimentos (CBNA), garantindo isenção do novo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). Por outro lado, o óleo de milho foi retirado da lista de isenções, mas terá alíquota reduzida para 40% da alíquota padrão.

Itens da cesta básica com alíquota zerada

A lista final contempla 22 itens essenciais, como arroz, feijão, pão, leite, carnes (bovina, suína, aves), peixes, fórmulas infantis, óleos de soja, manteiga, margarinas e diversos queijos.

Segundo o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a medida busca equalizar o tratamento tributário dos óleos vegetais e estimular o emprego local com incentivos regionais para produtos específicos, como frutas de casca dura.

Impactos no IVA e ajustes futuros

A Receita Federal calcula que, com as mudanças, a alíquota padrão do IVA suba de 26,5% para 27,97%, tornando o Brasil o país com maior carga desse imposto no mundo. Porém, o texto inclui uma trava para limitar a carga tributária e exige que o governo apresente, até março de 2031, um plano para reduzir incentivos fiscais se a alíquota padrão ultrapassar 26,5%.

Além disso, o projeto prevê revisões quinquenais para avaliar os impactos econômicos e ajustar benefícios ineficazes.

Benefícios adicionais e financiamento

Entre os ajustes incluídos no texto estão devoluções de impostos (cashback) para telecomunicações, isenções para medicamentos de doenças raras e um redutor social para aluguel. Esses benefícios serão financiados por um novo Imposto Seletivo sobre armas, munições e plásticos de uso único.

O projeto segue em tramitação no Senado e, se aprovado, iniciará a implementação gradual do novo sistema tributário, previsto para 2030.


Fonte: Agência Brasil


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